11.12.06

A alma da caneta

Poucas coisas são tão especiais quanto uma boa caneta. Especial justamente pela simplicidade do que é uma caneta.

Às vezes é por ser nova, outras pela beleza, mas muitas vezes é a alma – uma mistura do balanço e modo como ela desliza – que nos faz querer escrever sem cessar.

Não precisa de pompa. Nem ser tinteira ou de marcas de renome. É preciso afinidade: a caneta precisa ser um canal para as idéias. Os samurais diziam que a espada era para o guerreiro, o que a pena era para o sábio: uma extensão do próprio corpo.
Afinal todos já experimentamos a sensação de uma boa caneta nas mãos. É aquele misto de certeza de, de repente, poder escrever best-sellers, e ao mesmo tempo uma vontade de poupá-la para que ela dure para sempre.

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