Acho que por ser meio parvo e incapaz de perceber sutilezas que elas tanto me cativam.
Como saber quando deixei de ser persistente para ser chato? Onde está a tênue linha que divide o zeloso e o possessivo? O bonzinho e o gente boa?
Ao mesmo tempo fico inebriado com tudo que vem recheado de sutilezas como Lost in translation (que eu saí achando muito estranho mas com um puta sentimento de felicidade dentro de mim), ou aquele quadro simples, mas que fica gravado na minha alma; ou mesmo aquele vinho que não enche a boca, mas cativa todos os receptores sensoriais do meu cérebro.
Como falei algum dia, falta sutileza no mundo. Ecstasy pode ser bom, mas torna todas as outras baladas simplesmente cinzas. Cabernet é fantástico, mas às vezes cobre tudo que o acompanha. É como o bungee jump que te vicia em adrenalina e você precisa mais.
Gosto das porradas, mas elas precisam de moderação, senão logo perdem a força. Não são como as sutilezas que nunca esmagam, só ampliam os sentidos.
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Um comentário:
fantástico...
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