4.4.07

Iluminação

Sou humano e falível. Tenho a impressão de que mais do que a média. Tenho, no entanto, meus breves momentos de iluminação. Vislumbres do todo, momentos em que entendo o Tao. E nestes raros eventos entendo os grandes iluminados.

Algumas vezes faço coisas que não são o que sempre faço. Não posso dizer que seriam coisas que não tenho em mim, mas sem dúvidas não são o meu padrão (não que me orgulhe): há momentos em que sou altruísta, que faço somente para ajudar, que elogio porque senti e outras coisas que não foram planejadas ou pesadas, simplesmente brotaram e tudo isso me trás uma alegria inesperada.

Ok, essa é a confissão do pervertido egocêntrico que sempre fui - e continuo sendo a maior parte do tempo - e confesso em parte porque quero mudar.

Estender uma mão, contanto que fosse cômodo pra mim. Quis ajudar, quando eu também receberia algo. Abrir mão, contanto que houvesse compensações.

E hoje percebí o quão bom pode ser praticar esses atos. Muitas vezes não são imediatos, mas são - sem dúvida - muito mais valiosos do que qualquer contrapartida material. A felicidade também está em doar (embora eu ainda não vá dar esmola no semáforo).

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